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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

SOLIDÃO NO AMOR

Depois de um mediano e morno relacionamento, Marcela se viu ali, diante do mar, sozinha. Ela amava o mar, e só ele poderia dar a serenidade que precisava naquele momento. Temia a solidão, e com o fim da relação a possibilidade dela fazer-se companheira despontava no horizonte.

Contudo, depois de alguns dias, ela percebeu que só sentia solidão porque amava. A indiferença e a falta de carinho do outro é que lhe causavam solidão. A sensação de estar só não vinha da presença ou da ausência de alguém, vinha da correspondência ou não entre afetos. Amar sozinha é que a deixava solitária. 

Ao ficar solteira, se viu muito bem acompanhada de si mesma, com momentos preenchidos por paixões ou pequenos prazeres. Ela nunca abandonava a si própria. Ganhou novo apreço pelo espelho e pela noite.

Contudo, a contragosto dela, o coração de Marcela nasceu para o abraço, para o caminhar junto, para a vida cheia de reciprocidade. E mais uma vez ela se apaixonou.

Eu gostaria de dizer que a história não se repetiu, mas infelizmente a solidão mais uma vez se apoderou da alma de Marcela. Depois de um lide, encontrou novamente a distância emocional. Colocar o seu sorriso sob a responsabilidade de outra pessoa é perigoso. As pessoas são como as ondas: às vezes são tranquilas, às vezes só fazem espuma, às vezes te arrastam para o fundo do mar. 

O problema é que, como já disse, Marcela amava o mar...

4 comentários:

  1. Já tem um leitor garantido

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  2. Algo maravilhoso que se tem como o dom de escrever e escrever bem não deve ser guardado . Obrigado por compartilhar isso conosco.

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